Na figura abaixo o quadro de medalhas do Campeonato Mundial de Atletismo de 2015, realizado na China e que se encerrou nesta semana:
Mais do que notar o Quênia e a Jamaica na liderança, deve se observar que os EUA e o Reino Unido vem logo na sequência. Analisar esse quadro do ponto de vista meramente econômico é um completo equívoco, mesmo em se tratando de esporte de alto nível.
A abordagem correta é do ponto de vista Cultural.
Todos fazem parte do Commomwealth, uma comunidade de nações que foram colônias inglesas. Isso por si só já demonstra o fator Cultural dessa situação. Se não está claro ainda, vamos juntar mais uns fatos aí.
Nesses países a primazia da prática esportiva massificada está vinculada à sua presença forte na Escola. O Esporte e a Educação estão contidos um no outro nessas sociedades e, embora os cenários sócio-econômicos sejam completamente distintos, esse fator ajuda a explicar porquê o Atletismo é tão relevante, porquê ele forma tantos talentos oriundos desses locais. Essa é uma herança inglesa, do método desportivo inglês (consolidado no final do séc. XIX) e posto em prática nesses 4 países.
Óbvio que a equação é um pouco mais complexa, pois, talentos esportivos não brotam do solo como flores. No caso do Quênia, seus atletas de alto nível tem apoio irrestrito de Universidades e docentes pesquisadores da Itália e da França. Os Jamaicanos contam com o know-how canadense já há um bom tempo. O poderio econômico e a organização dos britânicos e norte-americanos ajudam a incrementar a explicação sobre essa fábrica de talentos.
As questões genéticas e ambientais também entram nesse contexto que parece surpreendente aos olhos dos leigos ou dos menos atentos. Mas, esperava-se um desempenho dessa magnitude da Jamaica e do Quênia. A surpresa está no momento em que isso aconteceu de forma tão expressiva, como agora em Beijing-2015.
E no Rio-2016, tem mais.
Isso é Cultura do Esporte: fomentar, cultivar, incentivar e aprimorar a prática do Esporte, tornando-a elemento importante em nossa sociedade. E, convenhamos, o Brasil está muito longe disso em qualquer modalidade, não é?!








