Se o Brasil pretende realizar uma boa Olimpíada em 2016 precisa primeiro aumentar o nível de sua cultura sobre o Esporte. Só depois disso é que uma ótima formação de atletas e o sucesso dos esportistas realmente irá acontecer.
Campeões olímpicos não surgem em 5, 6 ou 7 anos...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Oh my God !!!!!


Definitivamente os atletas do Surf, em especial os de ondas gigantes, estão chegando a limites absurdos.
No ano passado, o baiano Danilo Couto surfou pela 1ª vez a temida onda de Peahi'i (Jaws) no Hawaii, sem uso de jet-ski. Essa onda sempre "estoura" com um mínimo de 10 metros de altura.
Este é um vídeo que dá uma boa noção do que é essa onda e do feito histórico desse surfista brazuca.
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Isso rendeu a ele o título de onda do ano no Billabong XXL 2011, o maior prêmio dedicado a esses destemidos esportistas. Certamente eles merecem ainda mais do que os US$ 50,000 destinados aos vencedores...
Agora no início de 2012, o que se viu foi uma completa insanidade: depois de Danilo Couto, um monte de surfistas malucos disputando essa temida onda literalmente no braço. Aqui o link para um vídeo com alguns momentos desse fato:

Durante 2011 o mundo testemunhou outros surfistas insanos com seus feitos incríveis. Em Fiji, na Tasmânia e o clímax no Tahiti em 27 de agosto. 
Logo depois, Garret McNamara desceu uma onda estimada em 90 pés, no norte de Portugal. Isso dá mais ou menos uns 27,5 metros de altura! Taí o vídeo pra quem duvida:
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É uma sequência inacreditável de ondas gigantes e surfistas descendo essas montanhas d'água. A Billabong postou este vídeo em seu canal do XXL no You Tube:

E tudo isso porque o inverno no Hemisfério Norte ainda nem acabou, o que possibilita a chance de novos feitos desses malucos. Tomara que sim!!!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Um grande ídolo do Esporte nos deixou hoje.
Esse tal de Sócrates era sensacional jogando. Era um ser humano incrível, de acordo com aqueles que desfrutavam de sua amizade.
Mas, acima de tudo, era um símbolo para este blog: conhecimento sobre o Esporte em geral, mas também muito além do Esporte. Porque o conhecimento muda vidas.
O Doutor já era eterno. Agora será ainda mais...

Ha, ha, ha!!!

Então a Sérvia fez conchavo contra o Brasil para enfraquecer o Pré-Olímpico Europeu? 
Se deu mal! Ha, ha, ha!!!
E a Itália então!?
No Mundial/2010 fez tudo o que podia pra ferrar o time de Bernardinho: regulamento esdrúxulo, dificuldades para ceder locais de treino, mudanças no ranking, trabalho nos bastidores pra impedir que o Brasil tivesse time completo (Marlon, nosso levantador era pra ser substituído devido à enfermidade), ameaça de punição a um levantador da Série B que ajudou o Brasil em um treinamento. Enfim, ridículos!
Na Copa do Mundo 2011, venceu o Brasil na quadra, teve bom desempenho. Mas ficou claro que as equipes européias estavam de conchavo pra tirar o Brasil da parada.
E então, no final a Itália ficou fora da Olimpíada pelos critérios de desempate! Ha, ha, ha!!!
Bem feito!
E ainda tem "jornalistas" que dizem que o Brasil no Mundial/2010 teve dia da vergonha. E o que foi isso na Copa do Mundo, C-A-R-A-P-A-L-I-D-A-S???
Só vão falar mal do Bernardinho? Bando de babacas...


A Seleção Brasileira de Voleibol Masculino vai à Olimpíada. E ponto final!
Parabéns a eles!!!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O que acontece?

Nesta semana se falou um bocado sobre a discussão durante um tempo técnico entre o líbero Serginho e o técnico Bernardinho no jogo contra a Argentina.
Na verdade se especulou, porque ninguém sabe mesmo o que acontece no íntimo desse time incrível. Os dois negaram atritos mais sérios. Outros (de fora) suspeitam (mas não podem provar) que a coisa é bem séria.
Isso, no fim das contas é irrelevante.
Os problemas do Voleibol brasileiro são outros. E, na verdade, são meio antigos...
Será que alguém gostaria de dizer que os problemas começaram já na fraca campanha da equipe de José Roberto Guimarães, nessa mesma Copa do Mundo?
Por favor, não tentem! A resposta é bem mais complexa do que se imagina. Uma série de fatores levou ao caminho percorrido pela equipe. A nós, torcedores, cabe incentivar. Apenas isso...
Há algo em comum nas dificuldades das 2 equipes: elas estão muito visadas, muito estudadas. E não estão firmemente consolidadas ainda. Podem chegar a Londres-2012 num bom estágio, mas agora em 2011, as outras equipes estão melhores. Simples assim.
Os problemas de fato são mais antigos: O VOLEIBOL DO BRASIL É ELITIZADO, NÃO É MASSIFICADO. Ao contrário do que dizem, a renovação em nossas seleções principais é demorada, é de longuíssimo prazo. E já estamos vendo reflexos disso tudo. Tivemos ao menos 1 equipe masculina e 1 feminina nas categorias de base que não seguiram a "linhagem vitoriosa" do Voleibol brasileiro. Entre aspas, porque essa coisa toda é conversa fiada. Elas não conseguiram medalhas nos eventos mundiais.
Todo mundo fala que nossas levantadoras (Fabíola e Dani) são fracas. Algo parecido com Marlon e Bruno. Não, não são mesmo. O problema é que eles não tem a mesma bagagem de Fofão, Fernanda, Ricardinho e Maurício. Eles foram jogados aos leões na arena, sem piedade. E até que foram bem, sim!
As Federações estaduais e a CBV encarecem seus torneios ao extremo, e isso dificulta e desanima a presença de um número maior de equipes, portanto, um número maior de atletas. Com isso o intercâmbio e a aquisição de experiências diminui. E o círculo vicioso continua.
E isso já acontece há muito tempo.
Até agora nossas seleções foram bem, mas a Superliga Feminina nunca teve mais do que 12 equipes. Na Espanha também tem 12 equipes. Em cada divisão do campeonato! Em Portugal e na Itália algo parecido acontece. E as nossas entidades oficiais se vangloriam do que fazem?!
Deviam se esconder...
Algo precisa mudar. E bem na raiz do esporte...

sábado, 22 de outubro de 2011

Surf: ascensão brazuca

Pois é, quem diria que os australianos, havaianos e americanos teriam respeito (ou até mesmo medo) de surfistas de outras praias? Até o meio dos anos 2000, brasileiros, europeus e atletas de outras localidades eram vistos como meros integrantes das competições de Surf, estando condenados ao eterno papel de coadjuvantes.
Mas em 2011, tudo mudou! Gabriel Medina vem assombrando o mundo com suas performances. Filipe Toledo venceu de maneira incontestável o maior campeonato de Surf para juniores dos EUA, diante de 3 dos seus mais promissores competidores.
Raoni Monteiro teve uma performance monstruosa em Sunset no final de 2010, repetiu a boa aparição em J-Bay e depois assombrou a todos em Teahupo'o. 
Heitor Alves vem beliscando excelentes e consistentes resultados, em especial no 2º semestre do ano.
Jadson Andre continua dando muito trabalho aos Taj's, Parko's e outros queridinhos da indústria do Surfe, repetindo 2010 e se colocando no mesmo patamar das jovens promessas deles (Owen Wright, Julian Wilson e Josh Kerr).
Alejo Muniz está numa temporada de estréia que o credencia como eterno integrante da elite: consistente, forte e com grandes resultados.
E o que falar do Adriano de Souza?
Com duas vitórias em etapas neste ano, chegou a liderar o ranking da ASP, e só o monstro Slater venceu mais que ele em 2011. Está na briga pelo título, talvez não leve este ano, porque o careca é nota 11, não tem jeito! Mas ele vem liderando essa invasão tupiniquim nas competições mundo afora. Ele está na linha de frente da ascensão brazuca, é a referência pra essa molecada que vem aí apavorando o mundo.
Não se falou aqui de Caio Ibelli, Pablo Paulino, Junior Faria, Miguel Pupo... enfim, tem um monte de caras aí querendo fazer com que o Português seja definitivamente o 2º idioma do Surf.
Falta bem pouco.
Teremos um campeão mundial também no Surf. Sim!
Só não dá pra saber quando, mas teremos... Sem sombra de dúvidas.

sábado, 10 de setembro de 2011

O Brasil de Ruben Magnano

Hoje é um dia importantíssimo para o Basquete Masculino do Brasil.
Se vencer o jogo contra a República Dominicana garante vaga na Olimpíada de Londres-2012. Se perder, não há porque se fazer drama extremo, pois existem muitas coisas positivas a se tirar desta jornada no torneio pré-olímpico das Américas.

Vamos a elas:
1- O técnico argentino Ruben Magnano mostrou porque ganhou tantos títulos à frente da seleção Argentina ao longo da década de 2000: ele deu uma identidade coletiva ao selecionado brasileiro, que há muito tempo vinha com a auto-estima bem abaixo de zero. Hoje se vê que ele tem um time com quem trabalhar.
2- A equipe melhorou ao longo da competição, isso é interessante, mostra aos atletas que eles tem mais a fazer do que pensam. A comissão técnica parece ter encontrado uma forma boa para trabalhar com esse time e tirar o melhor deles. Coisa que não acontecia há muito, muito tempo mesmo!
3- Não há dúvidas de que Nenê e Leandrinho são grandes jogadores. Mas agora parece que eles não são mesmo os pilares desse time. Agora eles são apenas peças que compõem uma engrenagem mais complexa. E não é preciso entender de Basquete para se enxergar tal fato. Mais importante que isso: eles (Nenê e Leandrinho) precisam se convencer disso, porque todo mundo na equipe já está pensando assim. Se o Brasil classificar-se e depois eles vierem com conversa pra dizer que querem ir também, precisarão mostrar algo diferente do que mostraram até agora em relação ao time nacional. Não será pecado algum levá-los, pecado será levá-los sem que eles mudem de atitude e postura.

Caso o Brasil não vença, sejamos realistas: o basquete brasileiro já está no fundo do poço, não tem mais pra onde cair! Será necessário juntar os pedaços e seguir a trilha em busca de uma nova chance.
As vezes, escolher o caminho mais simples e a abordagem mais realista torna as coisas menos difíceis, não é necessário dramas excessivos.
Boa sorte aos rapazes do Brasil e ao sr. Magnano!

Quiksilver Pro NY 2011

Owen Wright, jovem promessa do Surf australiano venceu e levou um prêmio de US$ 300 mil, o maior já pago na história da modalidade. Venceu na final ao americano Kelly Slater. O mesmo que o venceu na etapa anterior em Teahupo'o, no Taiti.
Ninguém tem dúvidas de que Slater, quase completando 40 anos de idade, é o maior surfista de competição de todos os tempos. Detém inúmeros recordes e muitos prêmios. Está em busca de seu 11º título mundial com mérito.
Mas este blog começa a ter dúvidas a respeito dos surfistas que concorrem com Slater. Wright, por exemplo, precisou apanhar de Kelly Slater uma vez, ter o careca colocado em seu caminho em outra final para só então ir lá e ganhar dele. Parece que não tem brios, pô!
Taj Burrow na semifinal liderou toda a bateria na semifinal e, faltando 7, 8 minutos pra acabar deixou o careca ficar tentando uma onda após a outra buscar uma manobra perfeita. Erro crasso de estratégia, porque o americano foi lá, fez e tirou Burrow da parada mais uma vez.
Sem falar em tantas outras ocasiões em que o careca vitimou Bede Durbidge, Jordy Smith, Joel Parkinson e até o campeão mundial Mick Fanning. Todos parecem ter medo, mas isso não se justifica no esporte competitivo. Um grande campeão precisa encontrar uma forma de dominar isso e fazer o que sabe de melhor.
Ou será que não há grandes campeões no Surf como Andy Irons e Kelly Slater?

Bem, pelo menos até agora, Jadson André e Adriano "Mineirinho" de Souza sempre que enfrentaram o monstro sagrado, o fizeram de forma digna, sem se deixar intinidar ou cair no tal "feitiço" do americano (bobagem pura!). Será que teremos outros que farão igual a eles? Tomara que sim...

Fabiana campeã mundial

Na verdade, será necessário prestar homenagens às duas Fabianas que venceram o campeonato mundial em suas respectivas modalidades: Murer no Atletismo e Beltrame no Remo.
Fabiana Murer já vinha numa escalada incrível, tendo vencido o Mundial Indoor e a Diamond League em temporadas anteriores. Agora veio a confirmação com o título mundial na Coréia do Sul. Falta mesmo apenas um bom desempenho em Olimpíada e, ao contrário de todos, este blog NÃO está cobrando medalha de ouro da Fabiana de Campinas/SP. O ouro olímpico é uma combinação de inúmeros fatores que devem estar convergindo no dia certo. E isso é muito complicado. Não impossível, mas complicado.
Quanto à Fabiana catarinense que treina no RJ, esta trata-se de uma grata surpresa, já que ela há tempos vem apresentando bons resultados e bem posicionada no ranking de sua categoria, mas daí ao título mundial o caminho não é simplesinho, não! De qualquer modo o seu staff já estava preparado para um grande resultado, que foi sim merecido e deve ser exaltado.
Duas mulheres que lutam nas suas modalidades contra todas as dificuldades que o ingrato país do Futebol impõe a elas no cotidiano: falta de apoio consistente, desconhecimento completo por parte do grande público, desprezo praticamente total pela grande mídia que diz fazer jornalismo esportivo e fica "pendurada no saco" dos jogadorezinhos de merda dos timecos brasileiros, entre tantas outras.
Isso comprova que o Esporte brasileiro de fato vive de fenômenos, de brilhos isolados, de atletas raros que surgem quase que ao acaso. Acrescente a essa lista Cesar Cielo Filho, Gustavo Kuerten, Acelino "Popó" Freitas e mais alguns campeões mundiais do Brasil e essa constatação fica ainda mais evidente.
Uma pena para um país que vai sediar a Olimpíada daqui a 5 anos. O tempo passando e o esporte continua esperando pelo surgimento de fenômenos como as Fabianas para nos dar medalhas de ouro, como se isso é que fosse importante mesmo.
Profunda desilusão...
Mesmo assim, parabéns Fabiana Murer!
Mesmo assim, parabéns Fabiana Beltrame!