Se alguém achava que ia ser moleza bater na Argentina nessa final de Liga Mundial, por um monte de razões, se deu mal.
Jogando em casa, com motivação elevada por ter a chance de tentar uma vaga nas semifinais e fazer história, os jovens argentinos ainda tinham mais um fator para ajudar: o favoritismo total do time brasileiro. Ou seja, os comandados de Javier Weber jogavam sem peso algum nos ombros e com muitas razões para jogar com alegria, raça e força.
Por isso o jogo foi tão complicado. O Brasil não jogou bem? Sem dúvida alguma. Mas não se pode desconsiderar que a base da equipe argentina tem jovens jogadores que surpreenderam o mundo do Voleibol em 2007 ao trazerem uma medalha de prata do Campeonato Mundial Juvenil. É um time que ainda vai dar trabalho aos grandes do cenário internacional. Algo semelhante já está acontecendo com a equipe de Cuba, por exemplo...
Hoje é a vez de encarar a Sérvia, tradicional adversário em fases decisivas. Também trazendo novidades em seu elenco, os sérvios representam adversário perigoso para o time de Bernardinho. Principalmente por serem imprevisíveis: num dia jogam de forma magnífica, no outro caem vertiginosamente de rendimento.
Esta última possibilidade não parece ser o caso numa fase final. Itália e Rússia também jogaram 5 sets. Ninguém quer perder a chance de fazer o melhor pra se destacar, não há mais porque se poupar. É óbvio que o jogo hoje vai ser duro.
Mais uma vez a rodagem dos brasileiros pode ser o fator diferencial.
Como foi ontem.
Como tem sido desde 2001 nesse time comandado pelo incrível Bernardo Rezende.


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