Aí vai uma boa sugestão de livro sobre o Esporte, sobre o Futebol mais especificamente.
Mas não é um daqueles livros idiotas com rankings, listas e temas fúteis que são lançados aos montes por aí, com aquela pretensão de se enquadrar como literatura. Não podem ser considerados assim porque não falam sobre coisas de fato relevantes.
Essa sugestão veio da matéria de Maurício Stycer, no UOL Esporte:
A princípio a manchete da notícia é forte, mas é meio superficial, não entra naquilo que é realmente mais importante. Mas depois a matéria corrige esse tropeço.
Ah, o livro chama-se RECADOS DA BOLA, que tem como organizador JORGE VASCONCELLOS, publicado pela Editora COSAC-NAIFY.
Trata-se de uma reunião de entrevistas de craques como Rivellino, Sócrates, Nilton Santos, Zizinho, Zito, Domingos da Guia e Bellini.
Esta é a capa:
Ele foi lançado durante a Copa do Mundo e, portanto, está disponível em várias lojas e livrarias por aí. No site da Livraria Cultura, por exemplo:
Bem, há muita coisa interessante nas entrevistas, já que se trata de lendas (algumas ainda vivas) do Futebol brasileiro com histórias maravilhosas. O que chama a atenção em todas elas é uma coisa simples: essas feras tinham uma atuação mais incisiva, um diálogo de nível mais elevado com seus treinadores, coisa que há tempos não se vê em jogadores brasileiros.
Por exemplo: na final da Copa de 1958 ao tomar o 1º gol na final contra a Suécia, Didi não hesitou em ir buscar a bola no fundo do gol do Brasil, num gesto que visava transmitir firmeza e segurança aos seus colegas de equipe. Como se sabe, funcionou muito bem.
Alguém aí, por favor cite quantos jogadores de Futebol foram vistos fazendo algo semelhante nos últimos 3, 5 anos? Talvez se conte com os dedos de apenas uma mão.
Atualmente são formados jogadores que tem um discurso pasteurizado, que parecem ter saído de uma linha de produção com um chip que entra em funcionamento a cada entrevista. Começam a usar chavões, frases feitas, tudo bem padronizado. Tudo muito chato.
Viraram até inspiração para vários humoristas. E ainda acham isso legal, engraçado, muito bacana.
Coitados...
O que isso significa? Que a cultura geral desses atletas fica tão restrita, mas tão restrita que eles sequer sabem se virar sozinhos em entrevistas. Tudo precisa ser bem ensaiado antes com assessores de imprensa, procuradores e similares.
Neste caso, qual o estímulo pra inteligência? Nenhum, é claro! Isso é obvio!
Então como é que esse tipo de jogador pode se dar ao direito de discutir questões técnicas, táticas ou até mesmo administrativas com seus treinadores? Eles não tem cultura para isso!!!
Por isso o apagão que se viu na equipe brasileira diante da Holanda não pode ser considerado surpreendente. Quem teria estrutura mental para liderar a equipe naqueles momentos drásticos?
Robinho, o rei das pedaladas? Ele é o rei das pedaladas, então que vá pro Tour de France!
Kaká, nosso camisa 10? Ele sempre foi mimado, sempre conseguiram as coisas pra ele, desde criança.
Lúcio, o capitão? Está claro que a autoridade dele é moral e não técnica ou tática. Isso nunca foi mistério pra ninguém.
Ronaldinho Gaúcho seria o cara? Não. Quando foi exigido isso dele no Barcelona, ele se esquivou como pôde. E foi parar num decadente Milan...
Ganso e Neymar com suas supostas genialidades? São extremamente imaturos e mal orientados em todos os aspectos, o que se provou no infeliz episódio em plena sexta-feira santa com a equipe do Santos F.C, naquela Casa Espírita que atendia crianças especiais. Lembram-se disso?
O que esses jogadores do passado relatam nesse livro indica que as estruturas mentais e a inteligência deles era muito superior à da maioria dos jogadores atuais.
Os jogadores modernos correm muito, tem um grande preparo físico, desfrutam de estrutura e recursos melhores. Mas não seriam páreo para Garrincha, Tostão, Luis Pereira, Gérson, Pelé, etc.
Salvo muito raras exceções: Zidane, Ronaldo, Figo, Romário, Van Basten e outros da mesma estirpe.
Messi, Cristiano Ronaldo e Rooney? Não tem como comparar...
Se formos para outras modalidades as coisas não parecem muito diferentes: alguns tentam aproximar Kobe Bryant e Michael Jordan, por exemplo. Sem chance!
Enfim, a sugestão está dada. Boa leitura.
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