sábado, 10 de setembro de 2011

O Brasil de Ruben Magnano

Hoje é um dia importantíssimo para o Basquete Masculino do Brasil.
Se vencer o jogo contra a República Dominicana garante vaga na Olimpíada de Londres-2012. Se perder, não há porque se fazer drama extremo, pois existem muitas coisas positivas a se tirar desta jornada no torneio pré-olímpico das Américas.

Vamos a elas:
1- O técnico argentino Ruben Magnano mostrou porque ganhou tantos títulos à frente da seleção Argentina ao longo da década de 2000: ele deu uma identidade coletiva ao selecionado brasileiro, que há muito tempo vinha com a auto-estima bem abaixo de zero. Hoje se vê que ele tem um time com quem trabalhar.
2- A equipe melhorou ao longo da competição, isso é interessante, mostra aos atletas que eles tem mais a fazer do que pensam. A comissão técnica parece ter encontrado uma forma boa para trabalhar com esse time e tirar o melhor deles. Coisa que não acontecia há muito, muito tempo mesmo!
3- Não há dúvidas de que Nenê e Leandrinho são grandes jogadores. Mas agora parece que eles não são mesmo os pilares desse time. Agora eles são apenas peças que compõem uma engrenagem mais complexa. E não é preciso entender de Basquete para se enxergar tal fato. Mais importante que isso: eles (Nenê e Leandrinho) precisam se convencer disso, porque todo mundo na equipe já está pensando assim. Se o Brasil classificar-se e depois eles vierem com conversa pra dizer que querem ir também, precisarão mostrar algo diferente do que mostraram até agora em relação ao time nacional. Não será pecado algum levá-los, pecado será levá-los sem que eles mudem de atitude e postura.

Caso o Brasil não vença, sejamos realistas: o basquete brasileiro já está no fundo do poço, não tem mais pra onde cair! Será necessário juntar os pedaços e seguir a trilha em busca de uma nova chance.
As vezes, escolher o caminho mais simples e a abordagem mais realista torna as coisas menos difíceis, não é necessário dramas excessivos.
Boa sorte aos rapazes do Brasil e ao sr. Magnano!

Quiksilver Pro NY 2011

Owen Wright, jovem promessa do Surf australiano venceu e levou um prêmio de US$ 300 mil, o maior já pago na história da modalidade. Venceu na final ao americano Kelly Slater. O mesmo que o venceu na etapa anterior em Teahupo'o, no Taiti.
Ninguém tem dúvidas de que Slater, quase completando 40 anos de idade, é o maior surfista de competição de todos os tempos. Detém inúmeros recordes e muitos prêmios. Está em busca de seu 11º título mundial com mérito.
Mas este blog começa a ter dúvidas a respeito dos surfistas que concorrem com Slater. Wright, por exemplo, precisou apanhar de Kelly Slater uma vez, ter o careca colocado em seu caminho em outra final para só então ir lá e ganhar dele. Parece que não tem brios, pô!
Taj Burrow na semifinal liderou toda a bateria na semifinal e, faltando 7, 8 minutos pra acabar deixou o careca ficar tentando uma onda após a outra buscar uma manobra perfeita. Erro crasso de estratégia, porque o americano foi lá, fez e tirou Burrow da parada mais uma vez.
Sem falar em tantas outras ocasiões em que o careca vitimou Bede Durbidge, Jordy Smith, Joel Parkinson e até o campeão mundial Mick Fanning. Todos parecem ter medo, mas isso não se justifica no esporte competitivo. Um grande campeão precisa encontrar uma forma de dominar isso e fazer o que sabe de melhor.
Ou será que não há grandes campeões no Surf como Andy Irons e Kelly Slater?

Bem, pelo menos até agora, Jadson André e Adriano "Mineirinho" de Souza sempre que enfrentaram o monstro sagrado, o fizeram de forma digna, sem se deixar intinidar ou cair no tal "feitiço" do americano (bobagem pura!). Será que teremos outros que farão igual a eles? Tomara que sim...

Fabiana campeã mundial

Na verdade, será necessário prestar homenagens às duas Fabianas que venceram o campeonato mundial em suas respectivas modalidades: Murer no Atletismo e Beltrame no Remo.
Fabiana Murer já vinha numa escalada incrível, tendo vencido o Mundial Indoor e a Diamond League em temporadas anteriores. Agora veio a confirmação com o título mundial na Coréia do Sul. Falta mesmo apenas um bom desempenho em Olimpíada e, ao contrário de todos, este blog NÃO está cobrando medalha de ouro da Fabiana de Campinas/SP. O ouro olímpico é uma combinação de inúmeros fatores que devem estar convergindo no dia certo. E isso é muito complicado. Não impossível, mas complicado.
Quanto à Fabiana catarinense que treina no RJ, esta trata-se de uma grata surpresa, já que ela há tempos vem apresentando bons resultados e bem posicionada no ranking de sua categoria, mas daí ao título mundial o caminho não é simplesinho, não! De qualquer modo o seu staff já estava preparado para um grande resultado, que foi sim merecido e deve ser exaltado.
Duas mulheres que lutam nas suas modalidades contra todas as dificuldades que o ingrato país do Futebol impõe a elas no cotidiano: falta de apoio consistente, desconhecimento completo por parte do grande público, desprezo praticamente total pela grande mídia que diz fazer jornalismo esportivo e fica "pendurada no saco" dos jogadorezinhos de merda dos timecos brasileiros, entre tantas outras.
Isso comprova que o Esporte brasileiro de fato vive de fenômenos, de brilhos isolados, de atletas raros que surgem quase que ao acaso. Acrescente a essa lista Cesar Cielo Filho, Gustavo Kuerten, Acelino "Popó" Freitas e mais alguns campeões mundiais do Brasil e essa constatação fica ainda mais evidente.
Uma pena para um país que vai sediar a Olimpíada daqui a 5 anos. O tempo passando e o esporte continua esperando pelo surgimento de fenômenos como as Fabianas para nos dar medalhas de ouro, como se isso é que fosse importante mesmo.
Profunda desilusão...
Mesmo assim, parabéns Fabiana Murer!
Mesmo assim, parabéns Fabiana Beltrame!