Nesta semana se falou um bocado sobre a discussão durante um tempo técnico entre o líbero Serginho e o técnico Bernardinho no jogo contra a Argentina.
Na verdade se especulou, porque ninguém sabe mesmo o que acontece no íntimo desse time incrível. Os dois negaram atritos mais sérios. Outros (de fora) suspeitam (mas não podem provar) que a coisa é bem séria.
Isso, no fim das contas é irrelevante.
Os problemas do Voleibol brasileiro são outros. E, na verdade, são meio antigos...
Será que alguém gostaria de dizer que os problemas começaram já na fraca campanha da equipe de José Roberto Guimarães, nessa mesma Copa do Mundo?
Por favor, não tentem! A resposta é bem mais complexa do que se imagina. Uma série de fatores levou ao caminho percorrido pela equipe. A nós, torcedores, cabe incentivar. Apenas isso...
Há algo em comum nas dificuldades das 2 equipes: elas estão muito visadas, muito estudadas. E não estão firmemente consolidadas ainda. Podem chegar a Londres-2012 num bom estágio, mas agora em 2011, as outras equipes estão melhores. Simples assim.
Os problemas de fato são mais antigos: O VOLEIBOL DO BRASIL É ELITIZADO, NÃO É MASSIFICADO. Ao contrário do que dizem, a renovação em nossas seleções principais é demorada, é de longuíssimo prazo. E já estamos vendo reflexos disso tudo. Tivemos ao menos 1 equipe masculina e 1 feminina nas categorias de base que não seguiram a "linhagem vitoriosa" do Voleibol brasileiro. Entre aspas, porque essa coisa toda é conversa fiada. Elas não conseguiram medalhas nos eventos mundiais.
Todo mundo fala que nossas levantadoras (Fabíola e Dani) são fracas. Algo parecido com Marlon e Bruno. Não, não são mesmo. O problema é que eles não tem a mesma bagagem de Fofão, Fernanda, Ricardinho e Maurício. Eles foram jogados aos leões na arena, sem piedade. E até que foram bem, sim!
As Federações estaduais e a CBV encarecem seus torneios ao extremo, e isso dificulta e desanima a presença de um número maior de equipes, portanto, um número maior de atletas. Com isso o intercâmbio e a aquisição de experiências diminui. E o círculo vicioso continua.
E isso já acontece há muito tempo.
Até agora nossas seleções foram bem, mas a Superliga Feminina nunca teve mais do que 12 equipes. Na Espanha também tem 12 equipes. Em cada divisão do campeonato! Em Portugal e na Itália algo parecido acontece. E as nossas entidades oficiais se vangloriam do que fazem?!
Deviam se esconder...
Algo precisa mudar. E bem na raiz do esporte...


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